Nesta terça-feira (19), os comandos locais de greve da Universidade Federal Rural do Semi-Árido e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, além das Delegacias Sindicais de Santa Cruz e Caicó/Currais Novos, promoveram um ato unificado em defesa do serviço público e pelo cumprimento integral do acordo de greve firmado com o Governo Federal. A mobilização aconteceu em frente ao campus central da UFERSA, em Mossoró, e reuniu servidores, estudantes e integrantes da comunidade acadêmica. Ao todo, cerca de 40 servidores da UFERSA estiveram presentes.
Durante a atividade, os representantes do movimento destacaram a importância do apoio da sociedade à greve dos técnicos-administrativos em educação (TAEs). Com o tema “Um Dia Sem TAE”, o ato buscou evidenciar o papel essencial desempenhado pelos servidores técnico-administrativos no funcionamento das universidades públicas.
“O tripé da educação, formado por servidores, professores e estudantes, é o que mantém as universidades funcionando. Não podemos ignorar que, em 2025, apenas 3% do orçamento foi destinado às universidades federais. Isso é uma vergonha. Estamos em greve e mobilizados em defesa da educação e do serviço público”, afirmou Sandro Pimentel, diretor da Fasubra e membro do CLG-UFRN.
O movimento grevista avança e vem se fortalecendo em todo o país. A atividade integra o calendário de mobilização orientado pelo Comando Nacional de Greve da FASUBRA.
“Nossa greve se aproxima dos 90 dias e continuaremos mobilizados até que o governo cumpra integralmente o acordo firmado. O crescimento da adesão ao movimento, que já reúne 51 universidades, também reflete a falta de respostas do governo sobre a implementação da jornada de 30 horas semanais para os TAEs, um ponto central das negociações”, destacou Fábio Araújo.
Após o ato, os servidores realizaram uma caminhada pelo campus da UFERSA com o objetivo de dialogar com estudantes e servidores que ainda não aderiram ao movimento, reforçando a importância da mobilização em defesa da educação pública.
“Nós temos que trabalhar na linha do crescimento da greve. Precisamos conversar com os servidores que ainda não aderiram ao movimento, para que eles somem força nesse momento de luta da classe trabalhadora. Precisamos chamar atenção principalmente dos servidores mais novos, é dessa força da juventude que nossa greve precisa” Ismael Martiniano Silva , coordenador do Sintest.




























