SINTEST/RN acompanha discussão sobre Ebserh no HUAB/Santa Cruz

Na última quinta-feira (14), diretores representando o SINTEST/RN foram até a cidade de Santa Cruz, no interior do estado, para participar de reunião sobre a Ebserh. O convite para a discussão partiu dos funcionários do Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) que entenderam importante a presença da entidade na defesa da categoria.

Na reunião além dos funcionários do hospital e do SINTEST/RN, estavam presentes também a Pró-reitora de Gestão de Pessoas, Miriam Dantas (administração central), Maria Albanisa da Silva (diretora do DDP/UFRN) e Dr. Cabral (diretor em exercício no HUAB). Na ocasião, entre outras defesas relacionadas à Ebserh, eles pediram aos funcionários que “acreditassem” na empresa que tudo daria certo.

O SINTEST/RN se contrapôs a todo momento na defesa intransigente pelos Hospitais Universitários (HUs) 100% SUS, ligados às universidades. Segundo Vânia Machado, o que percebeu-se fortemente entre os funcionários do HUAB foi uma “angústia acentuada e uma sensação de muitos sairão de lá”.

Isso porque não há garantias de remoção caso o servidor faça adesão à empresa e se arrependa, por exemplo. Os trâmites legais transcorreriam de forma normal, sem garantia de atendimento à soicitação. Inclusive, na reunião foram citados exemplos de servidores que passaram mais de dois anos aguardando o trâmite de uma remoção.

Terceirizados

Logo após a reunião com os trabalhadores efetivos, o sindicato foi convidado para participar de outra reunião, desta vez com os terceirizados do hospital. Mais uma vez a entidade de colocou à disposição para ajudar politicamente a esses trabalhadores. Eles também se mostraram angustiados. Vale ressaltar que um dos principais argumentos para implantação da Ebserh foi resolver o problemas dos contratos com os terceirizados.

Mas você sabia que a Ebserh não traz nenhuma garantia para eles? A lei diz que após passarem por um processo de seleção simplificado (análise de currículo, o que não garante a seleção dos mesmos), eles poderão ter um contrato temporário de até 5 anos, não mais que isso.

Ao fim desse período, todo o corpo de servidores deverá ser concursado. Quando a empresa realizar concurso público para contratação de efetivos, esses temporários poderão participar, tendo como “benefício” seu tempo de experiência. No entanto, esse tempo conta pontos na prova de títulos para todos, não só para eles.