
O Sintest/RN, representado pelos diretores José Maria dos Santos e Vânia Machado, realizou uma reunião ampliada na manhã desta terça-feira (25) no Hospital Onofre Lopes com o intuito de discutir diversos temas como a implantação da EBSERH, algumas demandas internas do Hospital Universitário, bem como a cessão de 60 leitos para o Walfredo Gurgel através de acordo com o Estado do Rio Grande do Norte, devido ao decreto de calamidade na saúde pública.
Participaram da reunião, Sônia Godeiro, secretária de finanças do Sindsaúde, João Alves de Souza, diretor de Recursos Humanos do Huol e Carlos Alberto, advogado do Sintest.
A discussão maior girou em torno da questão do convênio entre a Secretaria de Saúde e o Hospital Universitário Onofre Lopes que irá ceder 60 leitos de retaguarda para ajudar a desafogar o Hospital Walfredo Gurgel.
Alguns profissionais reclamam que não conhecem a minuta do contrato e, portanto, não sabem quais implicações essa medida vai gerar no ambiente de trabalho com a chegada desses novos pacientes.
João Alves afirmou que a minuta ainda não foi concluída e reconheceu o déficit de pessoal para atender a nova demanda.
Vânia Machado alertou que, por falta de pessoal, os bolsistas estão sendo usados como mão-de-obra na área da enfermagem. Sem desmerecer o mérito e capacidade desses alunos, “isso é um caso sério que precisa ser resolvido com a realização de novos concursos públicos”, concluiu.
Para Carlos Alberto, advogado do Sintest/RN, o grande questionamento que deve ser feito é “qual a capacidade que cada profissional tem em atender, sem pôr em risco a sua qualidade de vida e a qualidade dos serviços prestados aos pacientes?”. Segundo ele, pode-se buscar essa resposta junto aos órgãos competentes (Sindicatos, Conselhos Regionais de cada categoria, bem como na própria Organização Mundial de Saúde). O segundo passo, caso os limites estabelecidos não sejam respeitados, pode-se denunciar ao Ministério Público ou ao Conselho de Saúde e, em último caso, entrar com uma ação civil pública.
Para Sônia Godeiro, o caos vivido na saúde pública do estado revela a importância de se desenvolver políticas de prevenção para evitar a superlotação dos hospitais.
Uma nova reunião está marcada para a próxima terça-feira (02/10), às 9h30, no auditório da Faculdade de Farmácia para debater este e outros temas.

