O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, vai além de uma data comemorativa: é um símbolo histórico de resistência e de luta por igualdade. A data surgiu ao final do século XIX e início do século XX, quando mulheres trabalhadoras passaram a reivindicar melhores condições de trabalho, redução da jornada, igualdade salarial, oportunidades e o direito ao voto. A consolidação do 8 de março como data internacional de luta ocorreu em 1910, durante a Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, quando a militante alemã Clara Zetkin propôs a criação de um dia internacional de mobilização em defesa dos direitos das mulheres.
O objetivo era fortalecer a luta por direitos políticos, trabalhistas e por equidade de gênero, pauta que se expandiu por diversos países ao longo do século XX. Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data como o Dia Internacional da Mulher, ampliando o reconhecimento global de sua importância histórica e política. Desde então, o 8 de março consolidou-se um marco de mobilização mundial em defesa dos direitos humanos das mulheres.
Para o SINTEST-RN, a data deixou de ser apenas um símbolo de reivindicações trabalhistas e passou a representar a luta cotidiana das mulheres em todas as dimensões da vida social. No Brasil, o 8 de março é profundamente marcado por mobilizações nas ruas, quando mulheres ocupam as vias públicas para reforçar a necessidade de enfrentar questões como desigualdade de gênero, violência, assédio, feminicídio, discriminação no mercado de trabalho, sobrecarga de cuidados e a baixa representatividade nos espaços de poder. Mais do que uma celebração, o 8 de março reafirma o compromisso permanente com a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária para todas as mulheres.
Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio em 2025, o que representa um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram contabilizados 1.492 assassinatos de mulheres por razão de gênero.
Os dados também evidenciam um forte recorte racial nessa violência: 62,6% das vítimas eram mulheres negras, revelando que o feminicídio atinge de forma ainda mais intensa esse grupo no país. A realidade em que vivemos chama a atenção para a urgência de políticas públicas de prevenção, proteção e combate à violência contra as mulheres, além do enfrentamento das desigualdades raciais que atravessam essa realidade.
O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é historicamente marcado pela luta e pela conquista de direitos. É quando mulheres de todo o país vão às ruas para reivindicar avanços, denunciar o crescimento dos índices de violência e chamar a atenção da sociedade para essa realidade. Ao mesmo tempo, a data simboliza a força coletiva das mulheres na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de todas as formas de violência.

Atuação do SINTEST-RN e compromisso histórico com a luta das mulheres
O SINTEST-RN tem histórico consistente na defesa das lutas das mulheres. Em 2015, o sindicato fundou o GT Mulher, iniciativa que fortaleceu o debate interno e resultou na criação da Coordenação da Mulher Trabalhadora, durante o XV CONSINTEST, em 2017. Desde 2018, a entidade realiza anualmente o Encontro Estadual da Mulher Trabalhadora, que já soma oito edições e terá sua 9ª edição em 2026, consolidando-se como espaço de formação, mobilização e articulação política. Em 2022, o sindicato realizou o seminário “Alzira Soriano como marco na emancipação das mulheres na política”, em homenagem à primeira mulher eleita prefeita de um município da América Latina. Além disso, o sindicato participa todos os anos dos atos de 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, e esteve presente em diversos eventos, seminários, congressos e mobilizações em defesa dos direitos das mulheres, como a Marcha das Margaridas, em Brasília, entre outras iniciativas de alcance local e nacional.


