A assembleia geral do SINTEST-RN realizada nesta segunda-feira (23) marcou o início da greve dos servidores técnico-administrativos da UFRN. A paralisação é uma retomada do movimento de 2024 e ocorre em resposta ao descumprimento, pelo governo federal, de 17 pontos do acordo firmado ao final da última greve. De acordo com a FASUBRA, 30 universidades federais já aprovaram a greve.
O movimento paredista também denuncia a exclusão dos servidores aposentados do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), afrontando os princípios da isonomia e da paridade constitucional. Embora o RSC seja resultado direto da greve de 2024, o PL 6170/2025 desfigurou o texto construído no Grupo de Trabalho pós-greve, pactuado com o MGI, caracterizando descumprimento do acordo firmado pelo governo.
As intervenções na assembleia deixaram claro que a greve não se limita ao debate sobre o RSC. O eixo central é o cumprimento integral do acordo. Além disso, não há qualquer garantia de implementação do RSC, uma vez que o projeto ainda depende de aprovação no Senado Federal.
No âmbito da UFRN, a suspensão do início das atividades do Grupo de Trabalho responsável por tratar das orientações sobre o RSC foi apontada como possível retaliação ao movimento. A medida foi classificada, por alguns, como autoritária e incompatível com o ambiente democrático que deve orientar o diálogo institucional.
A assembleia aprovou a estrutura do Comando Local de Greve (CLG), que contará com cinco comissões: Infraestrutura, Política, Administrativa, Comunicação e Financeira (composta por cinco membros, sendo dois da direção, conforme o estatuto da entidade). A assembleia também definiu que a primeira reunião do CLG será nesta terça-feira (23), no auditório da BCZM, às 14h.
Por fim, a assembleia elegeu cinco delegados para o Comando Nacional de Greve (CNG), que será instalado pela FASUBRA no dia 2 de março, em Brasília. A base de Mossoró (UFERSA) elegerá um delegado e ao todo o SINTEST-RN contará com seis representantes, que permanecerão por duas semanas na capital federal.
A força do movimento será determinante para pressionar o governo a cumprir o acordo e restabelecer a credibilidade nas negociações. A direção do sindicato ressalta a importância da unidade sindical na busca pelo fortalecimento da greve.
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