Na manhã desta terça-feira, 15 de outubro, o SINTEST-RN realizou uma Assembleia Geral no Centro de Convivência da UFRN para discutir e deliberar sobre os próximos passos da luta da categoria técnico-administrativa em educação. O encontro reuniu servidores de diversos setores e teve como principais pontos de pauta a paralisação nacional dos dias 29 e 30 de outubro e a organização de uma caravana a Brasília para pressionar o governo e o Congresso contra a proposta de Reforma Administrativa.

Paralisação de 48 horas aprovada

Após debate, a assembleia aprovou a paralisação de 48 horas, marcada para os dias 29 e 30 de outubro, com quatro abstenções. A decisão reafirma o compromisso da base do SINTEST-RN em fortalecer a mobilização nacional contra os ataques aos serviços públicos e aos direitos dos servidores.

Caravana a Brasília: decisão estratégica e coletiva

Outro ponto de destaque da assembleia foi a definição sobre a caravana a Brasília, para participar da Marcha Nacional do Serviço Público, no dia 29 de outubro, em Brasília. A atividade visa garantir a presença do Rio Grande do Norte nas mobilizações contra a Reforma Administrativa, considerada uma das maiores ameaças à sobrevivência do serviço público e das entidades sindicais.

A coordenadora geral do SINTEST, Celita Pessoa, informou que o custo do ônibus é de R$ 36 mil, além de cerca de R$ 30 mil em diárias. Segundo ela, o sindicato está em diálogo com outras entidades para dividir as despesas e já recebeu sinalização de apoio do SINASEFE, que custeará 10 vagas.

Celita também destacou que o SINTEST-RN enviou ofícios a mandatos de esquerda, sindicatos e partidos políticos solicitando apoio financeiro à iniciativa.

Debate sobre o uso do fundo de greve

A principal discussão girou em torno do financiamento da caravana.
O coordenador jurídico, Wellington Soares, propôs consultar a assembleia sobre a utilização do fundo de greve para custear a viagem.

A proposta dividiu opiniões e após ampla discussão, a assembleia aprovou, por ampla maioria, tendo apenas 9 votos contrários e uma abstenção, a utilização do fundo de greve para custear a caravana, sem necessidade de reposição do valor.

Com as decisões tomadas, o SINTEST-RN reforça o chamado à categoria: é hora de intensificar a mobilização e ocupar as ruas e Brasília em defesa dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores e da democracia.

 

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