A classe trabalhadora atingiu o limite. A escala 6×1 impõe desgaste físico e mental, destrói a vida pessoal e restringe direitos básicos como descanso, estudo e convivência familiar.
No entanto, há uma ofensiva no Congresso, articulada pela extrema-direita e pelo bloco do centrão com o apoio dos empresários, para enfraquecer essa pauta e impor retrocessos. Entre os principais ataques estão as seguintes propostas:
- A PEC da “Hora Trabalhada”: propõe substituir o salário mensal por pagamento por hora, fragilizando direitos, eliminando garantias como o descanso remunerado e ampliando a insegurança financeira dos trabalhadores.
- Transição de até 10 anos para o fim da escala 6×1: manobra inaceitável de adiar o fim da escala até 2036, prolongando o adoecimento da classe trabalhadora.
- Criação do “bolsa patrão”: destina bilhões em isenções fiscais a grandes empresários sem contrapartidas sociais, enquanto direitos da população são pressionados por cortes no orçamento público.
- Ataques ao FGTS e ao seguro-desemprego: buscam reduzir direitos e transformar a proteção ao trabalhador demitido em instrumento de ajuste fiscal, favorecendo o mercado financeiro.
Diante desse cenário, a mobilização é urgente. O projeto está em tramitação e pode ser votado no dia 27. É hora de ocupar as ruas e pressionar parlamentares que defendem jornadas de até 52 horas semanais e querem adiar o fim da escala 6×1 até 2036. No Rio Grande do Norte, General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP) estão entre os que sustentam essa lógica.
Em ano eleitoral, é decisivo não reeleger quem atua contra os interesses da classe trabalhadora.
📍 Ato em frente ao Midway
📅 Quarta-feira, 27/05
🕒 A partir das 15h
Dia Nacional de Luta pelo fim da escala 6×1, pela redução da jornada sem redução salarial e por melhores condições de vida.

