Servidores técnico-administrativos reunidos em assembleia no pátio da Reitoria debateram os rumos da greve e aprovaram encaminhamentos políticos e organizativos. Segundo a Fasubra, 54 instituições já aderiram ao movimento.
Durante os informes, representantes do Centro Acadêmico de Letras da UFRN divulgaram um abaixo-assinado em defesa da contratação de mais intérpretes de Libras, visto que atualmente a universidade conta com 12 profissionais.
A coordenadora geral Celita Pessoa convocou a ampliação do comando local de greve (CLG) e informou que, a partir de segunda-feira, serão realizadas visitas setoriais para mobilizar adesão ao movimento. Também destacou campanha de arrecadação de alimentos para trabalhadores da cultura afetados por atrasos de pagamento em eventos da Prefeitura de Natal. A categoria foi ainda chamada a participar do ato do Dia do Trabalhador, na sexta-feira (8h30), na Av. Roberto Freire, com pautas como o fim da escala 6×1, revogação da reforma trabalhista, combate às privatizações e defesa de direitos sociais.
Sandro Pimentel, coordenador da FASUBRA, relatou reunião da mesa setorial no MEC com Fasubra e Sinasefe sobre democratização nas universidades. Foi criado um grupo de trabalho para discutir paridade de votos entre técnicos, estudantes e docentes, além da possibilidade de técnicos concorrerem a reitor. Sobre a jornada de 30 horas, o MEC informou que editará portaria para definir quais atividades se enquadram como atendimento ao público externo, diante de divergências na aplicação da norma.
Durante a avaliação de conjuntura, intervenções destacaram a necessidade de ampliar a visibilidade da greve como estratégia para pressionar o governo a cumprir o acordo firmado. Parte das falas apontou que o movimento ainda apresenta baixa intensidade, defendendo a adoção de medidas mais incisivas como a radicalização do movimento.
Encaminhamentos
Assembleia aprovou a definição de prioridades na pauta nacional. Após 66 dias de paralisação, foi aprovado o envio ao comando nacional de greve uma lista com seis pontos considerados centrais:
- Reenquadramento dos aposentados;
- democratização das universidades;
- carga horária de 30h semanais, sem redução dos salários;
- regulamentação da escala de 12×60;
- concurso para intérprete de libras e,
- racionalização dos cargos ocupados.
Também foi aprovado o documento elaborado pelo Comando Local de Greve (CLG) em resposta ao questionário da Fasubra sobre a avaliação do movimento, após disputa com uma proposta alternativa apresentada durante a assembleia. Em votação, foi aprovado o documento construído pelo CLG: RESOLUÇÃO SOBRE O FORTALECIMENTO DA GREVE NACIONAL DA FASUBRA E SUA REALIDADE NA BASE DO SINTEST
Entre outras deliberações, a categoria aprovou moção de apoio ao presidente nacional do PSTU, José Maria de Almeida, condenado pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo por denunciar os crimes de Israel contra o povo palestino. Também foi aprovada moção de apoio aos servidores da Universidade Federal de Viçosa, diante de decisão judicial que impõe manutenção parcial e integral de atividades durante a greve.
A assembleia ainda definiu ações de mobilização, como intervenção em evento da Secretaria Estadual de Saúde, visita ao gabinete da Reitoria para tratar da adesão de servidores dos hospitais universitários sem prejuízo salarial e a realização de uma assembleia no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), prevista inicialmente para 13 de maio.
Reunião com a Reitoria
Uma comissão de servidores foi recebida pelo vice-reitor Henio Miranda. Na reunião, foi discutida a situação dos trabalhadores dos hospitais universitários, atualmente geridos pela Ebserh. O vice-reitor afirmou que a autonomia universitária não alcança a decisão sobre a manutenção da remuneração de APH durante a greve, mas se comprometeu a dialogar com o reitor Daniel Diniz para tratar do tema junto às superintendências hospitalares.
Representantes da categoria destacaram que os servidores dos hospitais representam cerca de 30% da força de trabalho e que a adesão ampliada à greve não comprometeria o atendimento à população, podendo fortalecer a pressão sobre o governo. Também foi apontado o déficit de pessoal após a pandemia, com adoecimentos e afastamentos.
Em seguida, a comissão que participou da reunião na Reitoria também realizou intervenção no evento “IV Capacitação em Hipertensão Arterial Sistêmica – fortalecendo o manejo da hipertensão na Atenção Primária à Saúde”, promovido pela SESAP-RN. Na ocasião, foi feita defesa da greve dos TAEs e da valorização da educação e da saúde públicas.
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