Assembleia Geral discute conjuntura nacional, reforma administrativa e cumprimento do acordo de greve

Na manhã desta quarta-feira, 10 de setembro, o SINTEST-RN realizou Assembleia Geral no anfiteatro B do CCET, reunindo a categoria técnico-administrativa da UFRN para debater a conjuntura política, a ameaça da reforma administrativa e o cumprimento do acordo de greve firmado com o governo.

A mesa foi composta por Celita Pessoa, Coordenadora Geral, Áurea Silva, Coordenadora de Finanças, e Rogéria Pereira, Coordenadora da Mulher Trabalhadora. Celita abriu os informes destacando a articulação para formar uma caravana à Brasília em conjunto com outras entidades, mas sem sucesso. Ela também convocou a categoria para participar do seminário sobre a reforma administrativa, organizado pelo SINTEST como parte da Paralisação de 48h, que acontece nesta quinta (11). Em seguida, Áurea apresentou relatos da última Plenária da FASUBRA.

Outros informes abordaram temas como a luta pelo fim da violência contra as mulheres, haja vista os casos recentes de feminicídio no Rio Grande do Norte, e a denúncia do genocídio em curso na Palestina com um convite à categoria para participar do ato “Palestina Livre” no dia 13 de setembro, às 14h30, em frente ao Midway Mall.

O servidor Viktor Gruska, membro da CNSC, trouxe informes sobre a nota técnica do MGI que ameaça a aceleração da progressão do PCCTAE, conquista da greve 2024, podendo inclusive exigir a devolução de valores já pagos.

Antes da avaliação de conjuntura, a assembleia realizou um minuto de silêncio pelo falecimento do servidor Octávio Carvalho de Souza Moreira, lotado na Superintendência de Infraestrutura da UFRN e que contribuiu com o movimento sindical, tendo participado da Comissão Eleitoral das Eleições Sindicais do SINTEST-RN em novembro de 2024.

Na rodada de análises, a conjuntura internacional e nacional destacou os seguintes pontos:
• Os impactos das políticas protecionistas dos EUA, a defesa do fortalecimento do BRICS e o repúdio à defesa da anistia pela extrema direita.
• Alerta para a ampliação da terceirização promovida pela reforma administrativa e a necessidade de unidade na defesa das conquistas da greve.
• Convocação para a audiência pública sobre a reforma administrativa, marcada para esta quinta (11), às 14h,  na Câmara Municipal de Natal.
• A insatisfação com a lentidão do governo em cumprir o acordo de greve, divergindo apenas quanto à forma e ao momento de deflagrar uma nova greve.

A assembleia aprovou:

  • Emissão de nota pública contra o feminicídio em Natal;
  • Envio de ofício às secretarias municipal e estadual da Mulher, cobrando medidas de segurança diante de tantos casos de feminicídio;
  • Participação na audiência pública sobre a reforma administrativa na Câmara Municipal de Natal, nesta quinta, às 14h;
  • Participação no Seminário “A Reforma Administrativa e o Desmonte do Serviço Público”, nesta quinta, 11/09 das 8h às 12h no Anfiteatro B do CCET;
  • Pressão à FASUBRA para realizar acampamento em frente ao Congresso e ocupação do MGI, cobrando o cumprimento do acordo de greve;
  • Realização de nova assembleia, no dia 24 de setembro, com pauta única para discutir a construção da greve nacional junto à FASUBRA.

Paralisação de 48 horas

Celita Pessoa informou que o sindicato já notificou o reitor da UFRN sobre a paralisação de 48 horas, dias 10 e 11 de setembro, em protesto contra a reforma administrativa. Disse também que o registro no ponto será da mesma forma como foi na greve. Por fim, ela informou que o SINTEST faz parte da Frente Potiguar em Defesa do Serviço Público e vêm participando ativamente das reuniões e atos contra a reforma administrativa, convidando a categoria a comparecer e somar-se à luta para barrar os ataques ao funcionalismo público.

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