Realizada no auditório da Reitoria da UFRN, a assembleia de greve desta quarta-feira (25) reuniu técnico-administrativos para informes, avaliação de conjuntura e deliberações sobre o movimento grevista, que já soma 32 dias.
Nos informes apresentados durante a assembleia, a coordenação destacou a realização de reuniões setoriais e reforçou a existência de um canal direto do CLG para denúncias e esclarecimentos (secretariaclg@sintestrn.org.br). Também informou que o diálogo com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) segue em andamento, com foco na definição dos serviços essenciais durante a paralisação.
Ainda nos informes, foram apresentadas denúncias de substituição de servidores em greve por bolsistas, prática considerada grave pela categoria. Em contraponto, foi relatado que, no campus de Currais Novos, a direção local não permite esse tipo de substituição.
Sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), foi informado que o grupo de trabalho já teve portaria publicada e deve iniciar suas atividades em breve. A comissão responsável aguarda a regulamentação para dar início aos trabalhos. Também foi esclarecido que servidores dos hospitais universitários serão atendidos em suas próprias unidades quando for iniciado o processo de apresentação de memorial para requerimento do RSC.
Na avaliação de conjuntura, destacou-se a adesão de 50 Instituições à greve nacional, o que indica um percentual de 80%. Foi ressaltado que o movimento não é por reajuste salarial, mas pelo cumprimento do acordo firmado em 2024. O Ministério da Educação (MEC) foi apontado como aberto ao diálogo, enquanto o impasse central permanece no Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) que mantém a postura de não receber a FASUBRA.
As falas também enfatizaram a necessidade de ampliar a mobilização e pressionar o governo, com indicativo de intensificação das ações, incluindo possibilidade de radicalização do movimento. Representantes sindicais reforçaram a importância da unidade da classe trabalhadora e criticaram a falta de cumprimento do acordo por parte do governo federal.
A assembleia também elegeu delegados para o Comando Nacional de Greve (CLG), com a inscrição de quatro chapas. Ao todo, foram contabilizados 171 votos válidos. A Chapa 1 recebeu 61 votos, a Chapa 2 obteve 12, a Chapa 3 somou 85 votos e a Chapa 4 teve 13 votos.
Com base no resultado, foram eleitos dois representantes da Chapa 1, composta pela direção do SINTEST-RN, TAEs na Luta, Travessia e servidores dos HUs, e dois da Chapa 3, formada pelo TLS. O CLG definiu que a participação dos delegados ocorrerá após a Semana Santa, em razão de questões logísticas e de custos.
Como encaminhamento, foi definido que a próxima assembleia de greve (01/04) será na Reitoria, com continuidade das discussões e organização das próximas ações do movimento.
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