O SINTEST-RN e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assinaram, na última sexta-feira (17), o Termo de Acordo nº 001/2026, que estabelece as regras para a compensação das atividades represadas em decorrência da greve dos técnico-administrativos em educação. A formalização do documento marca a conclusão do processo de negociação local após o encerramento do movimento grevista da categoria.
A assinatura ocorreu na Reitoria da UFRN e reuniu representantes da direção do SINTEST-RN, Celita Pessoa, Érika Galvão, Bruno Moura e Wellington Soares; do Comando Local de Greve (CLG), Adauto Sabino e Viktor Gruska; e da administração da Universidade, representada pelo reitor Daniel Diniz, pelo vice-reitor Henio Miranda e pela pró-reitora de Gestão de Pessoas, Mirian Dantas.
O acordo tem como objetivo definir os procedimentos para a reposição das atividades não realizadas durante a paralisação, que ocorreu entre 24 de fevereiro e 15 de julho de 2026. O documento foi firmado com base nas discussões nacionais conduzidas pela FASUBRA e no termo assinado entre a federação e o Ministério da Educação (MEC), que orientou o encerramento da greve nas universidades federais.
De acordo com o texto do termo, a compensação das atividades deverá ser concluída até 31 de dezembro de 2026. Cada servidor deverá elaborar, em conjunto com a chefia imediata, um plano de trabalho individual, no qual serão detalhadas as atividades represadas e o cronograma de execução. O plano servirá como instrumento de acompanhamento da compensação e deverá ser homologado pela chefia da unidade.
O acordo também estabelece que a reposição das atividades possui caráter obrigatório, não gerando direito a pagamento adicional ou banco de horas. A execução do plano será acompanhada pela chefia imediata e pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGESP), que poderá intervir em casos de descumprimento ou dificuldades de execução.
Outro ponto previsto no documento é que eventuais casos omissos serão tratados pela PROGESP em articulação com o SINTEST-RN, garantindo a participação da entidade sindical na solução de situações não previstas no acordo.
Segundo a gestão da UFRN, o entendimento construído entre a administração universitária e o sindicato busca assegurar o retorno regular das atividades acadêmicas e administrativas, ao mesmo tempo em que reconhece a legitimidade do movimento grevista e estabelece parâmetros transparentes para a compensação das demandas acumuladas durante o período de paralisação.
Para a direção do SINTEST-RN, a assinatura do termo representa a conclusão de uma etapa importante da greve e reafirma o compromisso da entidade com a defesa dos direitos da categoria. “Este acordo garante segurança jurídica para a compensação das atividades represadas e demonstra que o diálogo e a organização coletiva são fundamentais para assegurar o cumprimento dos compromissos firmados ao longo da negociação. Encerramos esse processo com a certeza de que a mobilização dos técnico-administrativos foi decisiva para conquistar avanços e fortalecer a nossa luta”, destacou a coordenadora-geral do SINTEST-RN, Celita Pessoa.
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