Reunidos em assembleia nesta sexta-feira (10), servidores técnico-administrativos da UFERSA avaliaram a orientação da FASUBRA Sindical e estabeleceram a próxima quarta-feira (15) para o retorno das atividades, mantendo estado de greve caso não haja Termo de Acordo assinado pelo Governo Federal. A assembleia contou com participação expressiva da categoria que avaliou o movimento paredista como mais uma luta dos trabalhadores em busca de melhores condições para o funcionalismo público.
O Comando Nacional de Greve (CNG) deliberou solicitar ao Ministério da Educação (MEC) que o Termo de Acordo seja assinado no próximo dia 15. A proposta é transformar a ata da segunda reunião com o MEC, apreciada durante assembleia na UFERSA, em termo de acordo para a saída unificada do movimento grevista. Os servidores aguardam que o Governo cumpra com a palavra e mantenha as conquistas asseguradas em forma de documento
Durante avaliação de conjuntura, a coordenadora de Administração e Patrimônio, Priscila Siméia, destacou todo o percurso do movimento e os próximos passos em busca de valorização.
“A campanha pelo reajuste salarial já precisa começar a ser construída agora. O governo sinaliza um reajuste linear de apenas 0,06% para todo o funcionalismo público e a prioridade do orçamento de 2027 continua sendo o pagamento da dívida pública. A greve foi iniciada por decisão das bases, inclusive contrariando a posição da corrente majoritária dentro da Fasubra que sequer defendia a construção do movimento paredista. Se não fosse a mobilização dos trabalhadores, o RSC – desconfigurado pelo MGI e Casa Civil – seria menos inclusivo do que já se apresenta no momento, tendo em vista que aproximadamente 100 mil servidores não terão acesso. Mesmo nos avanços obtidos, ainda enfrentamos problemas na implementação de medidas que o próprio governo colocou em legislação e portarias que carecem de retificação. O governo apresentou apenas uma ata de reunião, que sequer foi assinada, como proposta de saída da greve – uma postura de truculência e imposição que coloca a categoria em uma situação de insegurança jurídica frente às reitorias no tocante ao acordo de compensação de horas. Somos a maior categoria do Poder Executivo Federal, com cerca de 244 mil servidores, o equivalente a quase 20% da força de trabalho do setor; mesmo assim, foram 134 dias de greve e, durante todo esse período, o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) não recebeu a categoria uma única vez”, avaliou.
O coordenador Geral do SINTEST/UFERSA, Fabio Araújo, ressaltou que a greve foi um momento necessário, uma vez que o Governo firmou acordo em 2024 mas não cumpriu todos os pontos, e uma forma de fortalecer a base da UFERSA.
“Foi uma greve das bases. Aqui na UFERSA nossa coordenação realizou diversas atividades de mobilização e formação sindical, como também chamamos atenção da sociedade para somar nessa luta, uma vez que valorizar o servidor público é transformar nossa força de trabalho em uma boa prestação de serviço ao público. Nós saímos dessa greve com grandes conquistas locais. Foi durante o movimento que entregamos nossa pauta interna à reitoria, bem como aconteceu a implementação da Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CIS-PCCTAE). A luta continua e nós seguimos firmes e contamos com apoio dos servidores da UFERSA”, destacou.

